Técnicas e Materiais
Visão
da bancada de trabalho |
Os primeiros registros conhecidos,
incrustações em mármore, foram encontrados em
Halicarnasso, no Palácio
do Rei Mausole (aproximadamente 350 a. C.).
A primeira técnica (tásia certosina
) utilizada, consistia no recorte de elementos do material a ser utilizado
( pedra, madeira, metal, etc. ) e a posterior incrustação nas
cavidades abertas nas superfícies maciças com o auxílio
de formões ou ferramentas similares. Para a sua fixação
utilizava-se cola.
Posteriormente desenvolveram-se muitas outras técnicas,
as principais utilizadas atualmente são:
Marqueterie de Paille: marchetaria de palha (folhas de plantas
desidratadas). Sua aplicação é realizada em móveis,
caixas, quadros decorativos, dentre outros.
Procéde Classic ou Element por Element: recorte separado
das partes a serem montadas. Assim como na Marqueterie de Paille sua aplicação
é realizada em móveis, caixas, quadros decorativos, dentre outros.
Tarsia a topo ou Marqueterie à bloc: marchetaria maciça,
utilizada na fabricação de utilitários, bijuterias, filetes
decorativos, esculturas.
Tarsia Geométrica: recorte de motivos geométricos
para revestimentos de móveis, lambris, caixas, painéis internos,
mesas, cadeiras.
Tarsia a Incastro Technique Boulle: recorte simultâneo
das partes a serem montadas. Assim como na Marqueterie de Paille e na Procéde
Classic ou Element por Element sua aplicação é
realizada em móveis, caixas, quadros decorativos, dentre outros.
Após o desmembramento do Império
Romano, este meio de expressão artística esteve a
Conjunto
de bisturis |
ponto de perder-se, entretanto,
alguns poucos fizeram com que subsistisse na Itália, difundindo-se
no início do século XIV, principalmente na região da
Toscana.
No século XV a marchetaria é praticada em particular na cidade
de Florença, tendo em Francesco di Giovanni di Mateo, fundador da Escola
Florentina de Arte, seu principal expoente.
Os mais celebres artesãos exerciam seu "metier" na região
da Toscana; nesta época é criada a Tarsia Geométrica,
as superfícies a serem decoradas eram decoradas inteiramente recobertas
com folhas de madeiras em lugar das incrustações.
Nesta mesma época inicia-se o tingimento das madeiras com o uso de
óleos penetrantes, corantes diluídos em água aquecida
e ácidos, areia aquecida é utilizada para o sombreamento das
obras.
Os artistas geralmente são contratados para decorar, Igrejas e Palácios,
durante a Renascença é criada a Tarsia a Toppo ou Marchetaria
Maciça, atualmente este procedimento é utilizado pelas indústrias
de filetes decorativos. A Arte da Marchetaria segue evoluindo com os mestres
italianos que retratam em suas obras os edifícios característicos
de suas vilas, ruas, praças, e também paisagens.
Na Segunda metade do século XVI, muitos gabinetes (tipo de móvel)
são decorados com folhas de ébano; esta madeira que havia sido
também utilizadas nos sarcófagos dos Faraós, se prestava
para ser esculpida em baixo relevo, no entanto por esta madeira ser cara e
rara, era substituída pela pereira enegrecida com auxílio de
extratos de extratos de nogueira.
Serra
para micro fita
(até 0,3 mm) |
Em várias partes do mundo
a marchetaria era e ainda é produzida através dos procedimentos
da Tarsia Certosina (incrustações) e da Tarsia Geométrica
(revestimentos). No Extremo Oriente sõa conhecidos sobretudo os efeitos
obtidos pelas incrustações de madrepérola na madeira
maciça. No Oriente e nos países muçulmanos muitos móveis
e pequenos objetos são revestidos com motivos geométricos.
As técnicas de corte e o ferramental seguem evoluindo, possibilitando
assim que os cortes das madeiras passem a ser feito de uma nova maneira nas
serras, ainda manuais, porém mais eficientes, isto permite o corte
de traços sinuosos com muita precisão e assim um maior detalhamento
e maior nitidez de motivos complexos.
Por volta de 1620, sob a influência da Marchetaria Italiana, os motivos
predominantes são as grotescas e arabescos, as técnicas de corte
evoluem possibilitando detalhes cada vez mais minuciosos, é nesta época
que surge na Alemanha a Tarsia a Incastro (recorte simultâneo das partes
a serem montadas).
Mais tarde André-Charles Boulle, ebanista do Rei Luís XIV, aperfeiçoa
esta técnica agregando vários materiais, tais como folhas de
cobre, latão, casco de tartaruga, placas de ossos e marfim.
Com o passar do tempo, a Marchetaria entra em uma fase de decadência,
mantida por não mais do que uma centena de artistas, ressurgindo porém
com o advento da Art Nouveau; aparecem então os motivos estilizados
tais como : flores, pássaros, borboletas, insetos, etc.
Atualmente existem na Europa, América do Norte e Austrália muitos
atelies de marchetaria e associações de marcheteiros dispostos
a não somente manter as antigas tradições da Arte em
Madeira com refinadas criações artistas de caráter contemporâneo,
mas também a restauração de obras antigas, ao longo dos
anos são realizadas várias exposições e há
um mercado já consolidado neste campo.

Detalhe do trabalho
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Artista na mesa de trabalho |

Artista na mesa de trabalho |

Quadro na prancheta de trabalho |

Verso do quadro com detalhe
da fita adesiva |

Detalhe do quadro já adesivado |
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